Arquivos da categoria ‘Variadas’

Madruga

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Como dormir como dormir

Se cada gota de cansaço

Nega derramar sua cota

De descanso

 

Como dormir como dormir

Se cada grão de sono esparso

Se mistura a outro pedaço

De balanço?

 

Como pousar, como partir?

Como deixar, se despedir?

Como ingressar, e desluzir?

 

Por hora, rendo-me a rondar

Rodear, reger – sem desligar.

 

A última idéia que sair,

Por gentileza,

Favor apagar esta última luz

Ainda acesa.

Passarinha

quarta-feira, 28 de julho de 2010

(Parceria com meu irmão Lucas Caram Visitem o blog dele!; uma linda música caipira que eu letrei com grande demora e dificuldade!)


Eu não sei por onde espalha

Esse amor que se atrapalha

Insistindo em me levar

Feito um rio que não tem beira

O arrepio, a ribanceira

O meu medo a vigiar

Eu sou feito passarinha

O meu vôo eu fiz sozinha

Só pousava pra cantar

Mas não teve outra maneira

A paixão veio, caseira,

Se aninhou no meu lugar, ai

Eu não quero nem dizer

Quando o moço fez chegar

E da água costumeira

Ele fez uma fogueira

E eu não quero nem saber

Se o meu canto ele escutar

Eu só quero que Deus queira

Que eu tenha uma vida inteira

Pra esse amor continuar, ai

Justo eu, que não dou linha

A paixão era a vizinha

Que eu nem ia visitar, viu?

Mas não teve outra maneira

Ela abriu cada porteira

E comigo quis juntar, ai

E eu não quero me render

E ele me faz arriscar

Eu que sempre fui guerreira

Já não sei o que é barreira

E eu não quero nem saber

Se o meu canto ele escutar

Eu só quero que Deus queira

Que eu tenha uma vida inteira

Pra aprender a namorar, ai

É Feriado Pessoaaaaaaal!!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Era um videozinho despretensioso, brincando com a letra da música, mas acabei querendo trazer pra mim, apaixonada pela simpatia do stop motion e pelo trabalho árduo das meninas (que produziram-dirigiram), e… acabei eu mesma entrando nele!!!

Quem não mergulha não vê a graça! Divirtam-se!!!

Segredo!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Após uma longa e viciante maratona para assistir, num fôlego só, a minissérie Dalva e Herivelto, que passou há uns tempos e agora comprei em DVD, só posso dizer uma coisa: Ai meu Deus do céu, o que dizer???

Meu encantamento é tão grande que prefiro cantar. Salve Dalva de Oliveira, salvem as lindas músicas de Herivelto Martins, e como eu amo a música dos anos 50!!! Eis aqui uma das minhas favoritas, “Segredo”, de Herivelto com Marino Pinto.

“Seu mal é comentar o passado

Ninguém precisa saber o que houve entre nós dois

O peixe é pro fundo das redes

Segredo é pra quatro paredes

Não deixe que males pequeninos venham transtornar os nossos destinos

O peixe é pro fundo das redes

Segredo é pra quatro paredes

Primeiro é preciso julgar

Pra depois condenar.

Quando o infortúnio nos bate à porta

E o amor nos foge pela janela

A felicidade para nós está morta

E não se pode viver sem ela.

Para o nosso mal não há remédio, coração,

Ninguém tem culpa da nossa desunião.”

É preciso cantar e alegrar a cidade!..

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mais boas novidades já já!!!

Ao artista que não é

quarta-feira, 2 de junho de 2010


(Ou: Por Que Todo Mundo Quer Ser Artista?)

Caro artista que não é: olhe: saiba: saque: veja: há uma arte toda em só observar sem agir.

Bendita a platéia, esta multidão escura e encantadora, que se desconhece e se encontra, a si mesma, na escuridão anônima, cheia de realidade.

No palco, o faz-de-conta. Luz linda que é só para ser vista. E saboreada!..

O motor do espetáculo de realeza e mentira é a platéia sincera.

Platéia que olha e sabe e saca e vê se o do palco é tesouro ou pretensa beleza, se é luz verdadeira ou impostora.

Bendita a platéia que arranca do artista a magia e a humanidade, esta última uma coisa tão íntima-ínfima-minúscula que há de ser de diamante pra não se estilhaçar.

Bendita a platéia que não aquece a voz não tem insônia não se apavora com uma possível gripe não responde às mesmas perguntas nas entrevistas não tem a responsabilidade de conduzir cada minuto de espetáculo não se resguarda não se aflige não se prepara não se entrega fácil.

Bendita a platéia, que não está em perigo!

O artista não quer se fazer! Ele é.

O admirador não quer se tornar! Ele vê.

Há arte de verdade em qualquer função que com arte se cumpra.

Há a arte de olhar.

Portanto, seja mais, muito mais autocrítico, rígido, autêntico: não seja o pseudo-artista, sem coisa nenhuma na essência. A platéia lhe será crítica, rígida e autêntica - e com ela não se brinca - nesse jogo ela é o Rei.

Arte é nas entranhas.

Caro artista que não é:

VÁ CANTAR EM OUTRA FREGUESIA

Lupicínio com vovô Jamil

quarta-feira, 26 de maio de 2010

filmado pelo Fernando Caram! Na casa do vovô.

“Vingança”, uma das minhas músicas favoritas, de um dos meus compositores favoritos: Lupicínio Rodrigues.

Manhã maior!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Balança o chão da praça!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Amores, maio pelo visto é o mês dos shows na rua!

Todos grátis, sem censura, sem teto, sem ingresso, divertidos e cheios de quentura, duvidando do frio!!!

Tragam vossos cachecóis e entrem na dança!!! Que a nossa dor balança o chão da praça…

Ninha

sábado, 8 de maio de 2010

Da criança que eu já fui,

Este relapso:

Embaçado traço 

A rabiscar

Por dentro e fora.

 

O cantar-ator

De cor e salteado

O olhar puxado

O baile 

O desenhar.

 

Da criança, a que eu fui,

O seu agora:

O latente, permanente

Desejo de se inventar.

Da criança que eu já fui,

A professora.

 

…E esta alma-refletora:

A criança que eu serei.

Nela, a brusca humanidade

E a saudade promissora,

Rosa,

Do que quer que fosse.

…E um barulho doce

De sinceridade…

 

Na criança que eu já sou,

A liberdade.

Velha verde veterana!

Que me cospe a mesma gana

De crescer - sem se gastar.